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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Roteiro Espetacular: Uma pizza do Catete

Muito tempo sem postar e um monte de fotos de restaurantes no roll da câmera do celular (de amigos, é claro, que fazem as vezes de fotógrafo). Então, nada mais justo do que retomar as postagens, falando sobre a pizza mais fininha e crocante da cidade do Rio de Janeiro, né? Sente ai.

fotos: Raphael Pasini
Em um recente sábado, fui com um amigo local do Catete na Ferro e Farinha, a tal pizzaria hipster, que acho que já nem é mais hipster. Localizada em um espaço micro no número 42 da Andrade Pertence, sem letreiro ou indicador, a Ferro e Farinha, que começou como um forno ambulante pelas noites da cidade, rapidamente se consagrou, entre os entendidos, como uma das melhores pizzas cariocas. Hei de concordar.


Por lá, encontrar fila de espera é normal. Também pudera, são muitos fãs e apenas 11 lugares no balcão de dentro e três mesinhas do lado de fora. Mas nada que uma cerveja no boteco ao lado não resolva. Conseguimos sentar no balcão, o que foi ótimo. Gosto de observar a dinâmica da montagem e o forno (um ecoforno bem potente, diga-se) em ação. Fomos recebidos por funcionários simpáticos e conheci o próprio Sei Shiroma, o nova-iorquino de ascendência asiática por trás de tudo aquilo.


A massa é de fermentação natural e os recheios, combinações muito bem pensadas por Sei. O cardápio enxuto tem preço médio de 35 reais – tamanho único de pizza. Fui de Domenico: molho de tomate ácido na medida, mozarela fior di latte (prima da búfala, feita com leite de vaca), folhas de manjericão fresco, queijo grana padano ralado na hora e azeite extra virgem. Deliciosa e muito bem equilibrada.

Eu já declarei, por aqui, o meu amor à pizza Margherita, e não pude deixar de comer algo parecido por lá. Quer uma sugestão? Também pediria a Picnic Apimentado, que leva molho de tomate, ricota, fior de latte, grana padano, gorgonzola e mel picante. Interessante, né? Um Romeu e Julieta que faz sentido, talvez. Desculpa, mas é que, para mim, queijo com goiabada não rola.

Ah, e não tem garfo e faca para comer, é com as mãos. Se sujar, pede guardanapo. Para beber, tem água aromatizada com pepino e hortelã por cortesia da casa.


Desde quando abriu no endereço fixo, a Ferro e Farinha já ganhou inúmeros prêmios, e o sucesso de público proporcionou a expansão dos negócios. Na semana passada, começou a funcionar oficialmente a South Ferro, um espaço dez vezes maior, em Botafogo. O conceito é diferente: uma mistura de café, pâtisserie e pizzas. Pelo que tenho acompanhado no instagram (@southferro), criatividade nos sabores não vai faltar. Quando eu for, conto por aqui. // $


Ferro e Farinha
Rua Andrade Pertence, 42 - Catete
Rio de Janeiro/RJ
Aceita todos os cartões

sábado, 25 de junho de 2016

Roteiro Espetacular: Como porque preciso, volto poque te amo

Lembram que ao final do último post de roteiro, eu falei que havia voltado ao Eataly no dia seguinte? Pois então, aproveitando que tirei ótimas fotos, e que a experiência no Eataly é sempre diferente a cada vez que você o visita, decidi contar, também, como foi essa noite.


Quando eu penso em comida italiana, a primeira coisa que vem à minha cabeça é uma pizza margherita com bastante molho, queijo e folhas de manjericão fresco. E era esse o meu objetivo da vez. Percebe-se, ai, uma forte tendência a escolher sempre esse recheio quando o assunto é massa. E para saciar tal desejo, a primeira coisa que fiz quando cheguei, foi fazer uma reserva no La Pizza, um dos sete restaurantes do Eataly.


Além das belíssimas vitrines do I Salumi & I Formaggi – ornamentada com queijos e embutidos da melhor qualidade, e da La Pasticceria di Luca Montersino – confeitaria responsável pelos doces que mais pareciam obras de arte, uma das que mais atraiu o meu olhar foi a da La Panetteria, localizada no térreo. Diariamente, pães e focaccias mega recheadas e fofinhas são assadas em forno à lenha e expostas em uma vitrine para que os clientes possam namorá-las antes de comprar. Mesmo sabendo que iria jantar pizza, não pude deixar de levar uma margherita e uma calabresa para o café da manhã do dia seguinte. A simpática atendente garantiu que cinco minutos no forno eram o suficiente para trazer crocância de volta a massa.   


Sob o lema “O Eataly cozinha tudo o que vende e vende tudo o que cozinha”, também está o La Pasta Fresca, onde se encontra o laboratório de produção das massas artesanais. Por lá, são produzidas as massas frescas que abastecem os restaurantes do Eataly e, também, as que são colocadas à venda para os clientes.


Depois de mais um agradável passeio pelos departamentos do Eataly, fui jantar no La Pizza. Irmão do La Pasta, lá você acompanha o preparo da uma verdadeira pizza napolitana. Excelência comprovada, a Margherita Verace TGS foi eleita pelo caderno Paladar, do Estadão, a melhor pizza margherita de São Paulo em 2015. De crosta alta e macia, e elaborada com produtos fresquíssimos, essa pizza não podia ser menos do que espetacular. Desejo realizado. 


Outra pizza que reflete a generosidade italiana é a Burrata: molho de tomate, burrata fresca, presunto de parma, tomate cereja, azeite de oliva e manjericão fresco. Não deixem de pedir. Foi uma das burratas mais gostosas que já provei.     


Desde que o conheci, sei que toda vez que estiver em São Paulo, irei de encontro ao Eataly. Porque quando o amor é verdadeiro, a gente volta. // $$


Eataly
Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1489 – Vila Nova Conceição
São Paulo/SP
Telefone: (11) 3279-3300
Aceita todos os cartões
www.eataly.com.br

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Uma Itália vertical em São Paulo

Desde que soube que o Eataly abriria em São Paulo, não sosseguei até que viabilizasse uma viagem para a terra da garoa. Eis que, em um feriado, programei um circuito gastronômico insano, que contemplou muitos endereços de uma vasta lista que eu escrevi - e que continua crescendo.


Em uma das agradáveis noites frias paulistanas, estava eu, em frente aquela fachada majestosa e iluminada do Eataly. A excitação era difícil de conter, afinal, eu já sabia o nome e o cardápio de cor de todos os restaurantes dali. Seguindo a sugestão de um amigo, decidi começar indo até o La Pasta para fazer a reserva. Não é fácil escolher o que comer em um universo italiano tão diversificado, mas a ideia de apreciar um tradicional spaghetti ao pomodoro e basílico, com queijo parmesão ralado na hora, era muito acolhedora, feito colo de vó.


A estimativa de duas horas de espera, em qualquer outro lugar, pode ser tempo demais, mas não no Eataly. Aguardar a reserva é um convite para conhecer o mercado.


Parti, então, para o corredor de massas secas e molhos; depois percorri os temperos; babei no lombo de atum mais bonito que eu já vi; observei pela vitrine a artesanal feitura das massas frescas; e me perdi entre os tantos legumes, verduras, frutas e cogumelos à venda na feira. Mais frescor, impossível.

  
Uma boa dica para quem espera, é tomar um vinho ou uma cerveja artesanal nos restaurantes do térreo, enquanto aprecia uma bruschetta bem recheada. No Le Verdure e Il Crudo, me deliciei com uma de cogumelos e brotos.  


Recebida a mensagem de texto do La Pasta, voltei ao restaurante e fui acomodada em uma mesa na varanda de vidro. Felizmente, pedi a minha desejada massa. Minutos depois, o prato chegou e a viagem pelos sabores da Itália terminou na boca. No Eataly, eles vendem o que cozinham e cozinham o que vendem. Os sabores são únicos, elaborados por profissionais de renome e, acima de tudo, frescos. Saí com a certeza de que iria voltar em breve e voltei, um dia depois. Conto no próximo post. // $$

Eataly
Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1489 – Vila Nova Conceição
São Paulo/SP
Telefone: (11) 3279-3300
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www.eataly.com.br