Mostrando postagens com marcador jantar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador jantar. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Roteiro Espetacular: Uma pizza do Catete

Muito tempo sem postar e um monte de fotos de restaurantes no roll da câmera do celular (de amigos, é claro, que fazem as vezes de fotógrafo). Então, nada mais justo do que retomar as postagens, falando sobre a pizza mais fininha e crocante da cidade do Rio de Janeiro, né? Sente ai.

fotos: Raphael Pasini
Em um recente sábado, fui com um amigo local do Catete na Ferro e Farinha, a tal pizzaria hipster, que acho que já nem é mais hipster. Localizada em um espaço micro no número 42 da Andrade Pertence, sem letreiro ou indicador, a Ferro e Farinha, que começou como um forno ambulante pelas noites da cidade, rapidamente se consagrou, entre os entendidos, como uma das melhores pizzas cariocas. Hei de concordar.


Por lá, encontrar fila de espera é normal. Também pudera, são muitos fãs e apenas 11 lugares no balcão de dentro e três mesinhas do lado de fora. Mas nada que uma cerveja no boteco ao lado não resolva. Conseguimos sentar no balcão, o que foi ótimo. Gosto de observar a dinâmica da montagem e o forno (um ecoforno bem potente, diga-se) em ação. Fomos recebidos por funcionários simpáticos e conheci o próprio Sei Shiroma, o nova-iorquino de ascendência asiática por trás de tudo aquilo.


A massa é de fermentação natural e os recheios, combinações muito bem pensadas por Sei. O cardápio enxuto tem preço médio de 35 reais – tamanho único de pizza. Fui de Domenico: molho de tomate ácido na medida, mozarela fior di latte (prima da búfala, feita com leite de vaca), folhas de manjericão fresco, queijo grana padano ralado na hora e azeite extra virgem. Deliciosa e muito bem equilibrada.

Eu já declarei, por aqui, o meu amor à pizza Margherita, e não pude deixar de comer algo parecido por lá. Quer uma sugestão? Também pediria a Picnic Apimentado, que leva molho de tomate, ricota, fior de latte, grana padano, gorgonzola e mel picante. Interessante, né? Um Romeu e Julieta que faz sentido, talvez. Desculpa, mas é que, para mim, queijo com goiabada não rola.

Ah, e não tem garfo e faca para comer, é com as mãos. Se sujar, pede guardanapo. Para beber, tem água aromatizada com pepino e hortelã por cortesia da casa.


Desde quando abriu no endereço fixo, a Ferro e Farinha já ganhou inúmeros prêmios, e o sucesso de público proporcionou a expansão dos negócios. Na semana passada, começou a funcionar oficialmente a South Ferro, um espaço dez vezes maior, em Botafogo. O conceito é diferente: uma mistura de café, pâtisserie e pizzas. Pelo que tenho acompanhado no instagram (@southferro), criatividade nos sabores não vai faltar. Quando eu for, conto por aqui. // $


Ferro e Farinha
Rua Andrade Pertence, 42 - Catete
Rio de Janeiro/RJ
Aceita todos os cartões

terça-feira, 19 de julho de 2016

Roteiro Espetacular: Mercado São Pedro

Um ponto-turístico para quem gosta de gastronomia e história, em Niterói, é o Mercado São Pedro. Localizado no bairro da Ponta D’Areia, o mercado público de peixes e frutos do mar hoje figura como o maior do Estado do Rio de Janeiro.

                                                                                                                                                                           fotos: Maristella Sodré
Depois de 20 anos funcionando sobre palafitas na Baía de Guanabara, em 1971, o Mercado foi transferido para o atual prédio na Av. Visconde do Rio Branco. Na sede, funcionam 40 boxes, sendo 39 bancas de peixe e uma mercearia (1º andar), oito bares e restaurantes e uma loja de artigos para pesca (2º andar), além dos escritórios (3º andar). Nos estabelecimentos do segundo andar, você pode pedir para prepararem na hora a sua compra local.


Desde que comecei a cozinhar profissionalmente, minhas idas ao Mercado São Pedro aumentaram. Por ser de Niterói, cresci comendo os peixes de lá, no entanto, percebi que além de encontrar os pescados mais frescos da cidade, visitar o Mercado é uma excelente maneira de aprender.   


Não apenas ótimos vendedores, os funcionários dos boxes estão sempre dispostos a indicar o melhor modo de preparo para cada tipo de peixe. Assim como para esclarecer dúvidas sobre espécies de peixes, regiões para a pesca, sazonalidade e mercado.  


Os carregamentos chegam diariamente. São colocados à venda fresquíssimos. Vermelho, cherne, salmão, anchova e pargo são algumas das opções encontradas. 



Ao final do corredor, como não poderia faltar, fica uma imagem de São Pedro, padroeiro dos pescadores. 


Assim como muitas cidades possuem como tesouro um mercado municipal, Niterói guarda no centro o Mercado São Pedro. Ladeado pela arquitetura de Niemeyer e pela deslumbrante paisagem da Baía de Guanabara, o tradicional ponto de venda de peixes abastece, há mais de 60 anos, as cozinhas niteroienses e cariocas.

Mercado São Pedro
Av. Rio Branco, 55 - Centro
Niterói/RJ
Telefone: (21) 2620-3446
Não aceita cartão

#DicaGC para escolher um peixe fresco:

. A pele deve estar brilhante;
. As escamas devem estar bem firmes ao corpo;
. Os olhos do peixe devem estar brilhantes e salientes;
. As guelras devem estar bem avermelhas;
. As barbatanas e caudas devem estar inteiras, úmidas e flexíveis;
. Ao pressionar a barriga, a musculatura deve estar firme;
. O odor não deve ser forte, peixe fresco cheira a maresia.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

ReceitaGC: Aniversário mexicano do pai

Recentemente foi aniversário do meu pai e decidimos fazer um jantar temático. Juntando as várias mãos da família e cada um trabalhando um pouquinho, no final do dia tivemos um banquete mexicano mara!


Como eu adoro comida mexicana, fajitas de frango e guacamole eu já faço há bastante tempo. Levam ingredientes frescos e não muito caros, são preparações simples de se fazer e deliciosas de se comer juntas. Perfeitas para reunir os amigos, ou praquele dia em que você quer jantar alguma coisa diferente em casa mesmo. 

Porém, conforme a ocasião pedia, queria oferecer uma mesa caprichada. Inspirada em outras receitas que aprendi no curso de gastronomia e na vida, fui ao mercado e comprei ingredientes para criar as minhas próprias versões. Além das fajitas e da guacamole, fizemos adaptações de relleno de carne, salsa mexicana, sour cream e até frijoles refritos. Claro, acompanhados de tortilhas de trigo (rederam burritos incríveis) e nachos. Uau! Valeu, família! E, o melhor de tudo, é que a comida mexicana se come com as mãos, o que deixa o clima ainda mais descontraído – e a mesa mais suja. Vamos as receitas.



Fajitas de Frango

Ingredientes:
1,5kg de peito de frango
1 pimentão vermelho
1 pimentão amarelo
½ pimentão verde
2 cebolas
2 dentes de alho picados
Suco de 1 limão
3 colheres (sopa) de vinagre
3 colheres (sopa) de óleo
1 colher (sopa) de orégano
1 xícara de coentro picado
Molho inglês a gosto
Cominho em pó a gosto
Páprica picante a gosto
Pimenta-do-reino branca a gosto
Sal a gosto


Modo de preparo:

Limpe o peito de frango, tempere com o alho, óleo, vinagre, suco de limão, pimenta, orégano, sal e cominho, e deixe marinando na geladeira por, pelo menos, 1 hora. Retire o excesso de tempero e corte o frango em tiras.

Em uma frigideira grande, aqueça um fio de óleo e grelhe as tiras de frango até ficarem cozidas. Cerca de 2 minutos de cada lado. Reserve.



Descasque as cebolas e corte em julienne (meia lua). Lave os pimentões, retire as sementes e corte em julienne (tiras ao comprido). Na mesma frigideira, aqueça um fio de óleo e refogue as cebolas até começarem a murchar. Em seguida, acrescente o pimentão verde. Logo após, o vermelho e o amarelo. Junte o frango cozido. Tempere com molho inglês, cominho, páprica, pimenta-do-reino e sal. Finalize com o coentro picado.  



Relleno de Carne

Ingredientes:
500g de patinho moído
2 cebolas picadas
1 dente de alho picado
½ pimenta dedo de moça picada
1 colher (sopa) de extrato de tomate
3 tomates italianos concassé (sem pele e sem sementes)
1 colher (café) de vinagre
Canela em pó a gosto
Pimenta-do-reino branca a gosto
Sal a gosto


Modo de preparo:

Tempere a carne com sal e pimenta-do-reino. Reserve.

Em uma panela, aqueça um fio de óleo e refogue a cebola, o alho e a pimenta dedo de moça por 3 minutos. Junte a carne e refogue. Retire do fogo e remova qualquer excesso de gordura ou de líquido. Adicione o extrato, o tomate concassé picado e a canela em pó. Corrija o sal e a pimenta-do-reino. Amasse os tomates até desfazer. Cozinhe em fogo baixo por cerca de 15 minutos ou até a mistura incorporar.

#DicaGC: Tomate concassé

Pegue os tomates italianos e faça um corte em X na parte debaixo. Coloque água para ferver em uma panela e separe um bowl com água e gelo. Quando a água estiver fervendo, coloque os tomates e aguarde alguns segundos até a pele começar a soltar. Remova-os para o bowl com gelo para interromper o cozimento. Essa técnica francesa faz com que a pele do tomate saia mais facilmente, preservando a textura da “carne”. Retire o olho do tomate, as sementes e corte em cubos.



Guacamole

Ingredientes:
1 abacate bem maduro ou 2 avocados
2 tomates picados
1 cebola picada
½ pimenta dedo de moça picada
½ maço de coentro picado
Suco de ½ limão
2 colheres (sopa) de azeite extra-virgem
Cominho em pó a gosto
Sal a gosto       


Modo de preparo:

Descasque o abacate e amasse levemente a polpa. Envolva o tomate, a cebola e a pimenta na polpa delicadamente. Tempere com sal e cominho. Adicione o suco de limão, misture e conserve na geladeira. Finalize com o azeite antes de servir.



#DicaGC: Tanto a cebola, o azeite e o limão previnem a oxidação do abacate e conservam a cor verde. No entanto, um truque que aprendi há anos é deixar o caroço do abacate dentro da guacamole até antes de servir. Eu sempre fiz, então acredito nele.


Salsa mexicana

Ingredientes:
2 tomates concassé picados 
1 cebola pequena picada
½ pimenta dedo de moça picada
½ xícara de coentro picado
½ xícara de salsinha picada
Suco de 1 limão
Pimenta-do-reino branca a gosto
Sal a gosto


Modo de preparo:

Misture todos os ingredientes e finalize com o coentro. Se faltar líquido, adicione um pouco de vinagre. Se ficar muito ácido, complete com água filtrada. Conserve na geladeira até a hora de servir.  

#DicaGC: A salsa mexicana se assemelha ao nosso molho à campanha, exceto pela ausência de pimentão e a adição de pimenta. Procure cortar tudo bem pequenininho ou com carinho, com eu costumo dizer.


Sour cream

Ingredientes:
Creme de leite (escolha um com alto teor de gordura)
Suco de ½ limão
Pimenta-do-reino branca a gosto
Sal a gosto


Modo de preparo:

Misture todos os ingredientes com um fuet (batedor de arame). Conserve na geladeira por, pelo menos, 1 hora antes de servir.


Frijoles refritos

Ingredientes:
100g de feijão carioquinha (ou rajadinho)
30g de queijo parmesão ralado
½ cebola picada
2 colheres (sopa) de óleo
Pimenta-do-reino branca a gosto
Sal a gosto

Modo de preparo:

Cozinhe o feijão e reserve o líquido.

Em uma frigideira, aqueça o óleo em fogo médio e refogue a cebola até que fique dourada. Acrescente o feijão com um pouco do caldo e amasse com uma espátula de silicone para obter uma pasta espessa. Se a mistura grudar, acrescente mais líquido. Misture o queijo ralado e corrija o sal.

Sugestão para a montagem do burrito de carne: tortilha de trigo + relleno de carne + frijoles refritos + guacamole + salsa mexicana + sour cream + alface. Vá com fé!

Sugestão para a montagem da fajita de frango: tortilha de trigo + frango com pimentões + guacamole + salsa mexicana + sour cream + alface.

Ufa! Bom apetite!

sábado, 25 de junho de 2016

Roteiro Espetacular: Como porque preciso, volto poque te amo

Lembram que ao final do último post de roteiro, eu falei que havia voltado ao Eataly no dia seguinte? Pois então, aproveitando que tirei ótimas fotos, e que a experiência no Eataly é sempre diferente a cada vez que você o visita, decidi contar, também, como foi essa noite.


Quando eu penso em comida italiana, a primeira coisa que vem à minha cabeça é uma pizza margherita com bastante molho, queijo e folhas de manjericão fresco. E era esse o meu objetivo da vez. Percebe-se, ai, uma forte tendência a escolher sempre esse recheio quando o assunto é massa. E para saciar tal desejo, a primeira coisa que fiz quando cheguei, foi fazer uma reserva no La Pizza, um dos sete restaurantes do Eataly.


Além das belíssimas vitrines do I Salumi & I Formaggi – ornamentada com queijos e embutidos da melhor qualidade, e da La Pasticceria di Luca Montersino – confeitaria responsável pelos doces que mais pareciam obras de arte, uma das que mais atraiu o meu olhar foi a da La Panetteria, localizada no térreo. Diariamente, pães e focaccias mega recheadas e fofinhas são assadas em forno à lenha e expostas em uma vitrine para que os clientes possam namorá-las antes de comprar. Mesmo sabendo que iria jantar pizza, não pude deixar de levar uma margherita e uma calabresa para o café da manhã do dia seguinte. A simpática atendente garantiu que cinco minutos no forno eram o suficiente para trazer crocância de volta a massa.   


Sob o lema “O Eataly cozinha tudo o que vende e vende tudo o que cozinha”, também está o La Pasta Fresca, onde se encontra o laboratório de produção das massas artesanais. Por lá, são produzidas as massas frescas que abastecem os restaurantes do Eataly e, também, as que são colocadas à venda para os clientes.


Depois de mais um agradável passeio pelos departamentos do Eataly, fui jantar no La Pizza. Irmão do La Pasta, lá você acompanha o preparo da uma verdadeira pizza napolitana. Excelência comprovada, a Margherita Verace TGS foi eleita pelo caderno Paladar, do Estadão, a melhor pizza margherita de São Paulo em 2015. De crosta alta e macia, e elaborada com produtos fresquíssimos, essa pizza não podia ser menos do que espetacular. Desejo realizado. 


Outra pizza que reflete a generosidade italiana é a Burrata: molho de tomate, burrata fresca, presunto de parma, tomate cereja, azeite de oliva e manjericão fresco. Não deixem de pedir. Foi uma das burratas mais gostosas que já provei.     


Desde que o conheci, sei que toda vez que estiver em São Paulo, irei de encontro ao Eataly. Porque quando o amor é verdadeiro, a gente volta. // $$


Eataly
Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1489 – Vila Nova Conceição
São Paulo/SP
Telefone: (11) 3279-3300
Aceita todos os cartões
www.eataly.com.br

terça-feira, 21 de junho de 2016

ReceitaGC: Domingo em família - Escondidinhos

Domingo foi dia de almoço em família aqui em casa. Como o dia prometia amanhecer frio (alôr Maju), assim como no sábado, decidimos que escondidinho seria a comida cremosa e quentinha perfeita para a nossa reunião, e para fechar o final de semana. Sim, fechar, porque almoço domingo, aqui, só sai às cinco da tarde.

Somos muitos. Sete pessoas que adoram comer. Então, melhor do que um, só dois escondidinhos com sabores diferentes. É, também gostamos de ter opção. Minha irmã e meu cunhado gourmand desenvolveram uma receita com massa de batata baroa e recheio de frango ao curry imbatível. Logo, ficou por minha conta pensar no outro. Como estou há algum tempo para testar um nhoque de abóbora japonesa, escolhi esse legume maravilhoso para fazer um escondidinho de abóbora com carne-seca. Fui clichê, eu sei, mas eu sabia que teria um sábado agitado, e eu adoro o contraste entre o sabor doce da abóbora e o salgadinho natural da carne-seca. Salve, salve o jabá com jerimum!

Para dar uma bossa, refoguei a carne-seca com bastante cebola e coloquei folhas de sálvia fresca na massa. A sálvia casa muito bem com abóbora, seja a japonesa ou não. Traz frescor. A irmã do escondidinho ficou só fotografando, então hoje tem foto do passo a passo. Espero que gostem.


Escondidinho de batata baroa com frango ao curry

Ingredientes:
2kg de batata baroa
2 peitos de frango inteiros
2 cebolas grandes
2 folhas de louro
4 folhas de sálvia
4 dentes de alho
2 colheres (sopa) de manteiga
4 colheres (sopa) de requeijão
Pimenta-do-reino a gosto
Orégano a gosto
Curry em pó a gosto
Sal a gosto
Queijo parmesão ralado a gosto


Modo de preparo:

Cozinhe as batatas descascadas em água com sal até ficarem macias. Escorra a água e amasse com um garfo as batatas ainda quentes. Tempere com sal, manteiga e pimenta-do-reino.


Limpe os peitos de frango e cozinhe em água temperada com sal; pimenta-do-reino em grãos; uma cebola inteira descascada e cortada em quatro; dois dentes de alho descascados; as folhas de louro; e as folhas de sálvia, até ficarem completamente brancos por fora e por dentro. Retire os pedaços de frango e desfiei-os grosseiramente com a ajuda de um garfo.


Descasque a cebola e os alhos, pique e refogue em uma frigideira com um fio de azeite. Junte o frango desfiado, o orégano e o curry a gosto. Misture para envolver o curry no frango. Eu não carrego no curry, pois é picante. O amarelo do meu recheio fica suave.

Para montar, forre o fundo de uma travessa com a massa de batata, coloque o recheio de frango, espalhe o requeijão e cubra com outra camada de massa. Salpique o queijo ralado e asse no forno pré-aquecido a 180º até o queijo derreter, ou até dourar.



Escondidinho de abóbora com carne seca

Ingredientes:
2 abóboras japonesas médias
500g de carne seca
2 cebolas médias
2 colheres (sopa) de sálvia fresca picada
2 colheres (sopa) de manteiga
Sal a gosto
Noz-moscada a gosto
Pimenta-do-reino a gosto


Modo de preparo:

Corte as abóboras em pedaços grandes, com a casca, e cozinhe em água com sal até que fiquem macios. A casca faz com que a abóbora não absorva muita água durante o cozimento. Escorra a água, retire as cascas e amasse com um garfo as abóboras ainda quentes. Tempere com sal, manteiga, pimenta-do-reino, noz-moscada e sálvia. Se a massa ficar muito úmida, acrescente um pouco de farinha (tente a de arroz) ou coloque batatas amassadas para dar liga.


Em uma panela, cubra os pedaços de carne-seca com água e deixe ferver por alguns minutos. Escorra, coloque uma nova água e repita o processo. Escaldar a carne-seca retira o excesso de sal natural. Em uma panela de pressão, coloque os pedaços de carne-seca e cubra-os com água. Quando pegar pressão, deixe cozinhando por cerca de 15 minutos. Escorra a carne-seca, corte os excessos de gordura e desfie.


Descasque as cebolas e corte-as em lâminas (à julienne). Na frigideira, refogue com um fio de azeite por alguns segundos. Junte a carne-seca desfiada e refogue até as cebolas ficarem translúcidas.


Para montar, forre o fundo de uma travessa com a massa de abóbora, coloque o recheio de carne-seca e cubra com outra camada de massa. Asse no forno pré-aquecido a 180º por 20 minutos. Bom apetite!



terça-feira, 14 de junho de 2016

Receita GC: Risoto de shitake

Se tem um prato que eu amo comer e cozinhar em dias frios, é risoto. Engraçado é que eu aprendi a fazer com a minha irmã, que nunca foi uma exímia cozinheira, mas não se intimidou diante da técnica do prato, e faz um risoto de abobrinha como ninguém. Diz ela que aprendeu com o Rodrigo Hilbert, na televisão, é claro.

O bacana do risoto é a sua versatilidade enquanto base, pois pode ser recheado com praticamente tudo. Já fiz de queijo brie com damasco, frango, açafrão com alho-poró, tomate seco com mozarela de búfala, calabresa com cebola, funghi secci e muitos outros. Apesar das inúmeras possibilidades já testadas e aprovadas, o risoto de shitake - dividindo o pódio com o de funghi - é o meu favorito.

No entanto, um bom risoto não depende dos ingredientes que você escolher para incrementa-lo, mas sim do fundo (termo técnico para falar de caldo) que irá usar para cozinhar os grãos de arroz arbório. Para fazer um autêntico risoto vegetariano, você precisa de um bom caldo caseiro de legumes. E nada daqueles "tabletinhos" cheios de sódio, pois fazer um fundo é muito mais simples do parece. Leva tempo, mas o sabor alcançado no prato final vale todas as horas empregadas.

                                                                                                                                                                                       foto: Divulgação
A base do fundo é o mirepoix, termo da cozinha francesa para designar a mistura dos legumes cebola, cenoura e aipo, quando salteados na manteiga e usados como base aromática para saborizar caldos, sopas e ensopados. Feito o mirepoix, e só colocar água e um bouquet garni (amarrado de ervas aromáticas). No meu, também coloco dentes de alho e alho-poró. Para apurar o sabor, é preciso de um longo período de cozimento. A cada três litros de água, deixo em fogo baixo por duas horas. Passado esse tempo, retire os legumes e você terá um caldo natural para o seu risoto. Livre de sódio, gordura, conservantes e corantes artificiais. Quer coisa melhor do que poder comer uma comida gostosa e sem riscos para a sua saúde?



Risoto de Shitake 

Ingredientes do caldo:
5 talos pequenos de aipo cortados em brunoise grande
3 cebolas médias cortadas em quatro
2 cenouras médias cortadas em rodelas
1 talo de alho-poró cortado em rodelas
4 dentes de alho inteiros descascados
2 colheres de sopa de manteiga
3l de água
1 bouquet garni (uso aipo, alho-poró, tomilho, salsa, manjericão e louro amarrados com um barbante)

Ingredientes do risoto:
1 cebola pequena cortada em brunoise
1 dente de alho espremido
2 xícaras de arroz arbório
2l de caldo de legumes
sal a gosto
pimenta-do-reino a gosto
1 colher de sopa de manteiga
Salsa picada
100g de shitake desidratado
200 ml de vinho branco

Comece pelo caldo:
Em uma panela, aqueça a manteiga e refogue a cenoura, a cebola e o aipo. Acrescente o alho-poró. Quando começarem a soltar os aromas, adicione água e o alho. Deixe cozinhar sem tampa, em fogo baixo, por duas horas. Coe o caldo para retirar os legumes e o bouquet garni. Mantenha-o aquecido para fazer o risoto.

Modo de preparo do risoto:
Em um bowl, cubra o shitake com água fervente e deixe hidratando por 20 minutos. Escorra, corte os talos do cogumelo e reserve.

Em uma panela, aqueça um fio de azeite e refogue a cebola e o alho. Quando estiverem translúcidos, acrescente o arroz e deixe fritar por alguns minutos. Regue com o vinho branco e espere o álcool evaporar. Adicione o caldo de legumes e mexa até secar novamente. O risoto irá secar pois está liberando amido. Após repetir o processo algumas vezes, junte os cogumelos hidratados. Tempere com sal e pimenta. Adicione mais caldo até que os grãos fiquem al dente e o risoto cremoso. Finalize com a manteiga e salpique com a salsa.  

Bom apetite! 

domingo, 5 de junho de 2016

Receita GC: Semana Oriental – Pla muk tod e Gyoza

A última semana passou tão corrida, que mal tive tempo de pensar no blog. Porém, como prometi uma Semana Oriental, hoje vou compartilhar não apenas umas, mas três receitas com vocês. Nosso passeio pela Ásia continua.

A primeira, é o Pla muk tod, de origem tailandesas, e, as outras, o prato chinês que eu mais gosto, o Gyoza, e o seu molho, o Ponzu. A comida tailandesa possui sabores bem complexos, é riquíssima em especiarias (especialmente o curry), legumes e verduras. Por aqui, é comum encontrarmos pratos dessa culinária bem coloridos e picantes. Em sua maioria, acompanhados por arroz jasmim.

Para quem gosta de lula, o Pla muk tod é um prato thai perfeito para qualquer ocasião. Os ingredientes podem até parecer complicados, mas são facilmente encontrados em lojas de produtos orientais ou naturais. Já o Gyoza, é um pastel feito de massa de arroz, cozido no vapor e, geralmente, recheado com carne de porco e legumes (apesar de eu já ter comido versões de frango, carne bovina e até atum). Bora se sentir o próprio oriental depois de fazer um gyoza perfeito? Anotem as receitas.  

                                                                                                                                                                                      fotos: Rafael Alt
Pla muk tod

Ingredientes:
1 colher (sopa) de alho picado
1 colher (sopa) de amido de milho diluído em água
1 colher (café) de pasta de pimenta
2 colheres (sopa) de açúcar mascavo
1 colher (sopa) de suco de tamarindo
3 colheres (sopa) de Nam pla (molho de peixe)
1 talo grande de aipo (salsão)
450g de anéis de lula
5 unidades de cogumelo shitake grandes
1 colher (sopa) de óleo
1 xícara de arroz jasmim
Sal a gosto


Modo de preparo do Pla muk tod:

Lavar os anéis de lula. Limpar os shikates com um papel, retirar o talo central e cortar em tiras (se o shitake for seco, hidratar em água fervente por vinte minutos);

Em uma panela, aquecer o óleo e dourar o alho picado. Acrescentar a lula e deixar cozinhar (cerca de dois minutos). Juntar a pasta de pimenta, o nam pla, o suco de tamarindo e o açúcar mascavo. Em seguida, acrescentar o aipo e o cogumelo shitake e mexer até o aipo e o shitake cozinharem. Regar com o amido de milho dissolvido para engrossar o molho.

Modo de preparo do arroz:

Em uma panela, coloque o arroz jasmim e o dobro da quantidade em água. Tempere com sal. Cozinhe em fogo médio até secar. Servir com o Pla muk tod.


Gyoza de carne de porco 

Ingredientes:
1 pacote de massa pronta para gyoza
250g de carne de porco moída
300g de repolho
150g de cebolinha (ou nirá)
1 colher (chá) de óleo de gergelim
1 colher (sopa) de alho picado
Molho shoyu a gosto
Sake culinário a gosto
Ajinomoto a gosto


Modo de preparo:

Lavar as verduras. Fatiar o repolho e a cebolinha (na diagonal) em tiras bem finas;

Em uma frigideira grande, aquecer o óleo de gergelim. Selar a carne de porco moída e juntar o sake. Colocar o alho, o repolho e a cebolinha. Regar com o molho shoyu e finalizar com o Ajinomoto. Retirar o excesso de caldo e colocar para esfriar na geladeira;

Separe as folhas de massa. Salpique um pouco de farinha de trigo em sua bancada (para não grudar) e disponha as folhas. Coloque uma colher de sopa de recheio no centro de cada um dos discos. O recheio deve estar seco. Com os dedos, passe um pouco de água em toda a borda da massa, em seguida, dobre feito um pastel. Faça pregas na borda para unir bem as extremidades e evitar que o gyoza abra durante o cozimento;

Coloque água em uma panela para cozimento a vapor de deixe ferver. Disponha as gyozas em pé e tampe. Deixe cozinhar até que a massa fique transparente.


Molho ponzu

Ingredientes:
100ml de suco de limão
100ml de molho shoyu
3 colheres (sopa) de sake mirim
1 colher (sopa) de katsuobushi
1 colher (sopa) de cebolinha picada
Kombu a gosto


Modo de preparo:

Misturar todos os ingredientes. Deixar curtindo na geladeira por 24h. Coar e servir junto com os gyozas.


Bom apetite!