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terça-feira, 21 de junho de 2016

ReceitaGC: Domingo em família - Escondidinhos

Domingo foi dia de almoço em família aqui em casa. Como o dia prometia amanhecer frio (alôr Maju), assim como no sábado, decidimos que escondidinho seria a comida cremosa e quentinha perfeita para a nossa reunião, e para fechar o final de semana. Sim, fechar, porque almoço domingo, aqui, só sai às cinco da tarde.

Somos muitos. Sete pessoas que adoram comer. Então, melhor do que um, só dois escondidinhos com sabores diferentes. É, também gostamos de ter opção. Minha irmã e meu cunhado gourmand desenvolveram uma receita com massa de batata baroa e recheio de frango ao curry imbatível. Logo, ficou por minha conta pensar no outro. Como estou há algum tempo para testar um nhoque de abóbora japonesa, escolhi esse legume maravilhoso para fazer um escondidinho de abóbora com carne-seca. Fui clichê, eu sei, mas eu sabia que teria um sábado agitado, e eu adoro o contraste entre o sabor doce da abóbora e o salgadinho natural da carne-seca. Salve, salve o jabá com jerimum!

Para dar uma bossa, refoguei a carne-seca com bastante cebola e coloquei folhas de sálvia fresca na massa. A sálvia casa muito bem com abóbora, seja a japonesa ou não. Traz frescor. A irmã do escondidinho ficou só fotografando, então hoje tem foto do passo a passo. Espero que gostem.


Escondidinho de batata baroa com frango ao curry

Ingredientes:
2kg de batata baroa
2 peitos de frango inteiros
2 cebolas grandes
2 folhas de louro
4 folhas de sálvia
4 dentes de alho
2 colheres (sopa) de manteiga
4 colheres (sopa) de requeijão
Pimenta-do-reino a gosto
Orégano a gosto
Curry em pó a gosto
Sal a gosto
Queijo parmesão ralado a gosto


Modo de preparo:

Cozinhe as batatas descascadas em água com sal até ficarem macias. Escorra a água e amasse com um garfo as batatas ainda quentes. Tempere com sal, manteiga e pimenta-do-reino.


Limpe os peitos de frango e cozinhe em água temperada com sal; pimenta-do-reino em grãos; uma cebola inteira descascada e cortada em quatro; dois dentes de alho descascados; as folhas de louro; e as folhas de sálvia, até ficarem completamente brancos por fora e por dentro. Retire os pedaços de frango e desfiei-os grosseiramente com a ajuda de um garfo.


Descasque a cebola e os alhos, pique e refogue em uma frigideira com um fio de azeite. Junte o frango desfiado, o orégano e o curry a gosto. Misture para envolver o curry no frango. Eu não carrego no curry, pois é picante. O amarelo do meu recheio fica suave.

Para montar, forre o fundo de uma travessa com a massa de batata, coloque o recheio de frango, espalhe o requeijão e cubra com outra camada de massa. Salpique o queijo ralado e asse no forno pré-aquecido a 180º até o queijo derreter, ou até dourar.



Escondidinho de abóbora com carne seca

Ingredientes:
2 abóboras japonesas médias
500g de carne seca
2 cebolas médias
2 colheres (sopa) de sálvia fresca picada
2 colheres (sopa) de manteiga
Sal a gosto
Noz-moscada a gosto
Pimenta-do-reino a gosto


Modo de preparo:

Corte as abóboras em pedaços grandes, com a casca, e cozinhe em água com sal até que fiquem macios. A casca faz com que a abóbora não absorva muita água durante o cozimento. Escorra a água, retire as cascas e amasse com um garfo as abóboras ainda quentes. Tempere com sal, manteiga, pimenta-do-reino, noz-moscada e sálvia. Se a massa ficar muito úmida, acrescente um pouco de farinha (tente a de arroz) ou coloque batatas amassadas para dar liga.


Em uma panela, cubra os pedaços de carne-seca com água e deixe ferver por alguns minutos. Escorra, coloque uma nova água e repita o processo. Escaldar a carne-seca retira o excesso de sal natural. Em uma panela de pressão, coloque os pedaços de carne-seca e cubra-os com água. Quando pegar pressão, deixe cozinhando por cerca de 15 minutos. Escorra a carne-seca, corte os excessos de gordura e desfie.


Descasque as cebolas e corte-as em lâminas (à julienne). Na frigideira, refogue com um fio de azeite por alguns segundos. Junte a carne-seca desfiada e refogue até as cebolas ficarem translúcidas.


Para montar, forre o fundo de uma travessa com a massa de abóbora, coloque o recheio de carne-seca e cubra com outra camada de massa. Asse no forno pré-aquecido a 180º por 20 minutos. Bom apetite!



terça-feira, 31 de maio de 2016

Roteiro Espetacular: Um underground na orla de Ipanema

Se existe um programa clássico no happy hour carioca é tomar um drink no Astor. De frente para a praia de Ipanema e com paredes envidraçadas, o fino gastrobar atrai a todos que gostam de investir em uma boa bebida e comida.

                                                                                                                                                                                     foto: Divulgação
Recentemente, seguindo os passos da casa de São Paulo, o bar carioca ganhou um anexo, o SubAstor.


Apesar de localizado ao lado e não embaixo do bar principal, a ausência de janelas, a música alta e a pouca luz trazem aquele clima underground dos bares de porão. No bar, bebidas de todos os tipos ornamentam a parede e se transformam em coquetéis coloridos e harmonizados nas mãos dos incansáveis barmen. 


Na versão carioca, a carta de drinks segue assinada pelo italiano Fabio La Pietra, bartender criativo e ousado que comanda a unidade paulistana. O divertido cardápio vem no formato de um cubo de papel. Na foto, um Dark & Stormy: rum jamaicano, limão, melaço de cana, ginger beer e absinthe bitter. O melaço traz um toque doce, mas o amargor é predominante. Para que o preço não seja um determinante na escolha do drink, mas sim a sua fórmula, todos possuem o preço único de R$ 31,00.


Entre uma conversa e outra, enquanto aprecia o seu coquetel, atente para a parede de garrafas com água que remetem as ondas do mar. Ideia genial.


Entre as opções da carta de drinks, dez delas foram criadas especialmente para o Rio. Seguindo a linha dos cítricos está o Cobra Fang: rum jamaicano, cítricos, maracujá, falernum e absinthe bitter. Assim como pede a cidade, o drink é bem refrescante. Detalhe na rodela de limão desidratada. Por lá, o drink styling importa.   


O cardápio de comidas do SubAstor conta com uma seleção de finger foods, canapés clássicos, ostras frescas e sanduíches. No entanto, preferimos ir até o Astor pedir o Steak Tartar Clássico. Acompanha salada verde temperada, torradas e fritas fininhas e deliciosas. Identifiquei no tartar, cebola roxa, alcaparras gigante, maionese e acredito que mostarda também. Um prato saboroso e cheio de texturas. Estávamos em três e a porção serviu bem a todos.


Para fechar a noite, mais drinks no Astor. Dessa vez, os tradicionais Negroni & Tonic e Mojito. Nada mal para uma noite de sábado. A dobradinha Astor + SubAstor tem tudo para ser imbatível. // $$$

SubAstor
Av. Vieira Souto, 110 - Ipanema
Rio de Janeiro/RJ
Telefone: (21) 2523-0085      
Aceita todos os cartões
www.subastor.com.br

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Roteiro Espetacular: O lado B de Nao Hara

Fui conhecer o Japa B por indicação do meu cunhado, um gourmand de primeira linha. Localizado em uma charmosa rua no Jardim Botânico, a casa é o restaurante mais recente do chef Nao Hara, grande expoente da culinária japonesa no Brasil.  

                                                                                                                                                                                       foto: Divulgação
Ao contrário das outras casas do chef, o Japa B oferece uma proposta mais simples e acessível, que inclui até o Rodízio do Nao, uma degustação recheada de surpresas criadas por ele, oferecida todos os dias, no almoço ou jantar. Depois de 25 anos a frente do Shin Miura, Nao Hara deixou o restaurante que o lançou, para se dedicar integralmente a esse projeto.


No jantar de sábado, a fila de espera não é pequena. Apesar de já ter sido inaugurado há algum tempo, percebi que ali era um novo point. Após cerca de uma hora aguardando, fomos acomodados em uma mesa na varanda. Quando sentei, notei barcas e mais barcas tripuladas com sushis e sashimis de tons vibrantes chegando para as mesas ao lado. Cor de peixe fresco, sabe? Logo saquei que era pelo sushibar que eu deveria embarcar.


Sahimis cortados na espessura que eu gosto (não muito finos); cores lindas; polvo macio, quase desmanchando na boca; e um atum goiabada lindo de se ver e comer. De sabor pronunciado, envolvente. Não poderia ter sido um começo mais feliz.


A primeira surpresa do chef foi um criativo sushi de salmão com gema de ovo de codorna maçaricada. Isso é o que eu chamo de liberdade de expressão culinária. Nao Hara se permite somar a sua culinária japonesa as novas tendências da cozinha contemporânea sem soar prepotente. O resultado é explosivo.


A cartela da cozinha do Japa B conta, entre outras opções, com harumakis, ceviche, tempurás, shimeji, espetinhos e yakissoba. Tudo o que pedi estava muito saboroso. Destaque para o espetinho de lula e o nirá, que eu adoro.


A casa que abriga o restaurante é bem dividida, possui vários ambientes nos dois andares e varandas espaçosas. Subindo as escadas, ficam as salas privativas, acortinadas, para grupos de até 8 pessoas.  


Outra agradável surpresa do chef foi o toro de salmão maçaricado com teriyaki de limão, azeite e flor de sal. Muito delicado. Uma pena vir um só.   


Para experimentar os makimonos, sushis e repetir os fresquíssimos sashimis, montamos uma barca bem apetitosa. O shushi de lula é espetacular. Tanto o sashimi de polvo quanto esse sushi estavam muito superiores a outros que eu já experimentei. Recomendo o pedido.  

A julgar pelo custo-benefício e pela qualidade dos ingredientes oferecidos, afirmo que ir ao Japa B deveria constar na agenda de todos que gostam de comer bem, sem ter que desembolsar grandes cifras. // $$


Japa B
Rua J.J. Seabra, 10 – Jardim Botânico
Rio de Janeiro/RJ
Telefone: (21) 2530-0675 / 2530-0780
Aceita todos os cartões
www.japab.com.br

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Roteiro Espetacular: Churrasco à francesa

Escolhi ir ao CT Boucherie em uma ocasião especial. Sabia que a casa de carnes do chef Claude Troigros no Leblon era concorrida durante a noite, logo, optei por ir almoçar, sem ter que esperar na fila, apenas chegar e sentar.


O lado de fora do bistrô é bem charmoso. Um toldo listrado vermelho e branco sobre as janelas com vista para a rua Dias Ferreira traz todo um ar europeu. A decoração interna também não fica por menos. O pequeno salão remete a um açougue antigo. Combina piso de madeira; paredes revestidas com azulejos brancos e desenhos de cortes de carne; e um balcão ornamentado com peças de embutidos e carnes curadas.

                                                                                                                                                                                        foto: Divulgação
Na parede, o item de decoração que rouba olhares é a fotografia que traz o souschef Batista, trajado de açougueiro, numa alusão à obra “Les Garçons Bouchers”. Uma ótima sacada. Para sentar, cadeiras e sofás de couro vermelho. Diferentemente do Olympe - o restaurante top de linha do grupo Troigros Brasil, o CT Boucherie não é luxuoso aos olhos, o luxo mesmo está no fato de comer-se muito bem.


Para completar o clima de açougue, o sousplat mostra um “mapa do boi”. Onde mais eu saberia onde fica a capa de filé? Apesar do ar de época, o conceito do restaurante passa longe de ser antigo. Por lá, a carne é a estrela do prato e os acompanhamentos são servidos a mesa dos clientes em sistema de rodízio, o grande diferencial da casa. Como não sabíamos tudo o que estava por vir, pedimos o couvert para começar. Pães, biscoitos e manteiga. Honesto, mas dispensável. Então, solicitamos ao garçom um bife de Chorizo Superior e a Prime Rib Especial, ambos mal passados.


A prime rib estava quase crua, no ponto que gosto. Tão macia e suculenta que nem precisou ser regada com a opção de molho que escolhi.


Os pratos vêm à mesa com uma mousse de agrião, uma panelinha de batatas chips e uma dourada porção de farofa de panko. Entre os acompanhamentos em rodízio, destaque para o surpreendente chuchu gratinado com parmesão e gruyère - nunca pensei que um chuchu pudesse ser tão relevante; para o purê de mandioquinha, perfeito em textura e sabor, na boca era sedoso, envolvia as papilas como um cobertor; e para os legumes salteados na manteiga, que pode ser muito simples, mas nas mãos do Claude, viraram uma guarnição e tanto. Poderia ficar horas repondo o meu prato com eles, e fiquei. Saí do CT satisfeita e sorrindo. // $$$$


CT Boucherie
Rua Dias Ferreira, 636 - Leblon
Rio de Janeiro/RJ
Telefone: (21) 2529-2329
Aceita todos os cartões 
www.ctboucherie.com.br

Muito prazer, GC

Estou muito feliz de, finalmente, tá escrevendo esse post! Há algum tempo já venho planejando esse blog e é ótimo ver que o meu projeto mais pessoal está ganhando forma. 

A minha ligação com a cozinha e com a comida começou bem cedo. Inspirada pelo meu pai, um excelente cozinheiro caseiro, tomei gosto pelas panelas e sempre fui a cozinheira oficial dos almoços de família lá em casa. Além de me tornar uma comilona de primeira, é claro.



Hoje, começa o Garfo e Caneta, um espaço coletivo para compartilhar receitas deliciosas, roteiros gastronômicos espetaculares, eventos, vídeos, entrevistas e o que mais vier por ai! 

A estante de livros de gastronomia ainda é enxuta, mas as experiências na cozinha são quase diárias, as idas a restaurantes são constantes (a lista é infinita), e a vontade comer é grande. Então, mãos a obra! Bora comer bastante e falar sobre comida! Tomara que a gente não engorde muito..